Com influência de pop punk e garage rock, Demure lança primeira álbum. Ouça!

Publicado em 01/02/2026 por Homero Pivotto Jr.
Com influência de pop punk e garage rock, Demure lança primeira álbum. Ouça!

Reunindo 10 faixas que mergulham em temas como nostalgia, amores de verão, amizades perdidas e memórias que insistem em sobreviver ao tempo, a banda gaúcha Demure lança seu primeiro trabalho de estúdio.

De acordo com o vocalista e baixista, Guilherme “Guiga” Alonso, o disco funciona como uma cápsula do tempo emocional.

“A ideia desse trabalho nasceu do desejo de revisitar e dar vida para composições antigas que estavam guardadas. Músicas escritas ao longo dos últimos anos que permaneciam engavetadas ganharam novo significado dentro de um conceito maior. Daí o título, que em português poderia ser traduzido para ‘tudo que sobrou’. São músicas que falam sobre tudo aquilo que resta quando ciclos se encerram”, destaca o músico.

Sonoridade, formação e futuro

Nascida como um quarteto, hoje, Demure é composta por três pessoas: Guiga, que divide sua atenção entre o baixo e o vocal; Edemar “Jedi” Falcão, na guitarra; e Rafael “Mufasa” Vaz, na bateria. Com um show completamente autoral e composições que dialogam entre o pop punk 2000 e o garage rock noventista, o power trio gaúcho avalia o trabalho feito em “All That’s Left” como um marco que dá início a uma nova fase para a banda.

“Musicalmente, pensamos em construir essas músicas com guitarras mais diretas, para tornar a melodia mais marcante, fazendo a cama necessária para jogar a atenção do ouvinte nas letras repletas de confissões e anseios. Essa dicotomia entre peso sonoro e sensibilidade emocional busca equilibrar uma série de fatores que compõem a experiência que é All that’s left”, explica Jedi.

Embora os integrantes já colaborassem antes em outros projetos musicais e artísticos, a banda foi oficializada com a atual formação em junho de 2025. “All That’s Left acaba sendo, também, um divisor de águas entre passado, presente e futuro, registrando uma identidade e química criativa atreladas a esse momento na nossa história”, aponta Mufasa.

Para 2026, os planos da banda incluem seguir em movimento, especialmente no fortalecimento da cena autoral no sul do país. Até o fim do próximo verão, a banda pretende iniciar a produção de ao menos dois singles com participações de artistas do cenário underground, tanto na produção quanto nas gravações, ampliando conexões e experimentando novas sonoridades.

Texto: Hiago Reisdoerfer